Mais da minha experiência:
Além da psicologia, sempre me interessei por artes. Acredito que essas duas áreas foram compondo meu caminho enquanto profissional. Participei por alguns anos da construção de slams (coletivo de poetas que realizava batalhas de poesia e buscava levar a arte como forma de expressão e saúde para a população através de parcerias com projetos sociais e atuações em escolas). Além disso, já participei do projeto EFOS (Escola de formação em Saúde) em ação, pertencente a secretaria de estado da saúde de Santa Catarina, seguindo a lógica de levar a escrita como processo de elaboração terapêutica em escolas. Fiz estágios dentro da área social e educacional: Atuei no Instituto arco-íris de direitos humanos com pessoas em situação de rua e usuários do CAPS; e em escolas e instituições da cidade, com adolescentes. Ainda na graduação, também finalizei meu curso de Acompanhante Terapêutico e Educação Continuada em Reintegração Social.
Depois de formada iniciei como psicóloga clínica e, ao mesmo tempo, trabalhei com acolhimento psicológico de forma voluntária através da Rede Psi de Acolhedores (Antiga organização que oferecia acolhimento psicológico gratuito para pessoas sem condições de pagar por um processo terapêutico), ambas as experiências com jovens e adultos. Em paralelo aos meus atendimentos, também trilhei meu caminho na psicologia social atuando em diferentes Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de Florianópolis, desenvolvendo diversas funções como:
Mediações de conflitos familiares, psicoeducação com famílias através de palestras e produções de conteúdo online e físico sobre diversos temas relacionados a saúde mental integral (ex: conscientização sobre os tipos de violência contra mulheres e crianças; orientação sobre cuidados básicos em saúde; orientação sobre o que é saúde integral para além da ausência de doença);
Execução de diversas dinâmicas de grupo, aulas de educação sexual (desde conscientização sobre diferentes orientações sexuais e identidades de gênero até prevenção a ISTS e gravidez), atividades de conscientização sobre bullying, atividades sobre "organização emocional" visando o entendimento sobre emoções básicas, suporte para produção escrita e musical de crianças e adolescentes - com temas escolhidos por eles mesmos - sobre suas vivências, contato direto com os serviços de saúde mental como o CAPS e com a área educacional através das escolas, produção de documentos, manejo de crises e etc...
Atualmente sigo como psicóloga clínica atendendo jovens e adultos e atuando como acompanhante terapêutico, área na qual tive diferentes experiências acompanhando pessoas no espectro autista nível um e dois de suporte (além de outros diagnósticos) em restaurantes, parques e praças, igrejas e em suas próprias casas; realizando mediações familiares dentre outras relações e atuando com manejo de crises.
Durante a graduação, além do curso de AT (instituto Granzotto) e Reintegração Social (Portal Eduação), participei de diferentes palestras, fóruns e workshops sobre vários temas como Masculinidades, Questões LGBT+, Saúde Mental e Direitos Humanos e Ensino de Psicologia.
Depois da graduação realizei minha Formação Plena em Gestalt-Terapia (instituto Granzotto) dentre outros cursos. Atualmente estou fazendo minha pós formação em psicologia clínica com enfase em Gestalt-Terapia (Quilombo Gestáltico) e sigo participando de cursos de aprimoramento profissional de diversos temas como: Luto, Racismo e suas estruturas, Psicologia Crítica e Saúde mental e direitos humanos.
Saiba um pouco mais sobre por onde andei:
Durante a graduação
Trajetória enquanto psi
Meus estudos
O que me orienta enquanto psicóloga:
Psicóloga e Gestalt Terapeuta, resolvi seguir minha formação nessa abordagem pois a mesma permite construir um caminho humanizado para olhar as questões de saúde mental (e isso, pra mim, significa acolher o humano, entendendo que cada um tem suas características e dificuldades, por vezes precisando de acolhimento e por vezes precisando organizar os limites para construir um processo saudável). Me identifico na Gestalt-Terapia porque, através dela, aprendi que as nossas características e experiências podem nos aproximar de quem atendemos na clínica se soubermos usar disso como ferramenta profissional.
Me encanta trabalhar com uma psicologia que permite sermos quem somos e acolher tanto as diferenças como as identificações, sem que isso signifique ser menos capacitada. Isso não quer dizer que a terapia se torna sobre a psicóloga, mas sim que você pode contar com uma profissional fora do lugar fantasioso que é construído em relação ao que significa ser psi: Afastado, quieto e sem emoções.
Dentro da psicologia o que faz sentido pra mim é me aprofundar em conteúdos que, de alguma forma, também atravessam a minha existência, unindo conhecimento teórico e vivência. Por isso, me aproximo bastante de temas como os que cito em minha página inicial. Pelo mesmo motivo, também acho de extrema importância seguir me aprofundado em diferentes questões que compõem nossas estruturas sociais, afinal, elas fazem parte das relações humanas e, consequentemente, da construção de quem somos.
Meus atendimentos, apesar de feitos em consultório, contam com outro recursos além do diálogo como única opção. Como cada processo terapêutico é visto como único, podemos criar com liberdade atividades que ajudem na sua elaboração do que é trabalhado em terapia. Podemos usar da escrita, do desenho, da pintura, argila etc (artes em geral) se for algo que faça sentido pra você.
Curiosidades de quem sou:
Praticante de uma psicologia que abraça o ser muitas coisas, aproveito pra contar sobre meu amor pela escrita e pela dança. Em meus textos, gosto de usar a arte como forma de expressão e organização de questões voltadas à saúde mental. Na dança, gosto de usar o movimento dos quadris como forma de criar consciência corporal, o que me ajudou a entender na prática que corpo e mente estão totalmente interligados e não são partes separadas de nossas vidas. Na verdade, são uma coisa só.
Seguindo a lógica da luta antimanicomial (ou seja, entendendo que saúde significa mais do que ausência de doenças); acreditando que saúde mental se constrói fora de internações; e que o sofrimento psíquico diminui a partir da construção de relações saudáveis, tanto com nosso meio de convívio como com a criação de diferentes fontes seguras de prazer na vida de cada um, independente de quais sejam estes), a escrita e a dança, pra mim, fazem parte do que compõe saúde e, consequentemente, o bem estar psicológico para além das elaborações psicoterapêuticas.
Através desses três pilares (a expressão, o movimento do corpo e a elaboração do sentir) trabalhei - e sigo trabalhando - o que representa em minha vida ser uma pessoa diagnosticada com borderline e autista nível um de suporte. Hoje, com uma visão critica acerca dessa temática, compartilho com tranquilidade minha relação entre ser psicóloga e uma pessoa com diagnósticos em saúde mental, usando desse fato para fortalecer vínculos com quem atendo, ressaltando um que diagnostico não deve nos limitar ou retirar nossa autonomia.





















